A vida será ainda mais digital no pós-pandemia

Educação 16 abr 2020

Estudos mostram que a digitalização de produtos e serviços será ainda mais intensa ao final da pandemia. Três fatores são apontados como pilares dessa tendência: medo de contaminação em locais de aglomeração de pessoas, mudança de atitude do consumidor e das empresas após experimentarem serviços online que não usavam ou não conheciam.

 

Um estudo da Universidade George Washington, com 120 mil pessoas em 15 países afetados pela pandemia, indica que um terço das pessoas acham que não voltam ao trabalho normal e ficarão em home office ao final da crise. Essa expectativa está alinhada com a mudança de atitude das empresas. Os gestores estão percebendo que o home office pode ir além dos períodos de restrição de mobilidade.

 

O modelo home office também está sendo adotado em instituições públicas, segundo o mesmo estudo. O Brasil e mais 66 países, por exemplo, implantaram algum tipo de trabalho remoto que permite votar e aprovar projetos do legislativo. A videoconferência também veio para ficar. Desde o uso pelos governantes para dar mais agilidade às decisões sanitárias, assim como pelas empresas para fazer reuniões operacionais e com clientes, essa modalidade continuará em alta depois do coronavírus.

 

Do ponto de vista do consumidor, que ficou sem acesso às lojas físicas nesse período, o comércio eletrônico e o delivery foram experimentados por grandes quantidades de novos clientes. Ao final do isolamento social, as vendas eletrônicas devem continuar crescendo, não só pelo medo da contaminação ou pela segurança das pessoas em grupo de risco, mas também pela experiência positiva de facilidade e comodidade pela qual passaram.

 

Algo semelhante deve ocorrer com o ensino remoto. Antes visto como uma opção de educação de baixo custo e baixa qualidade, o EAD pode se consolidar como um meio complementar permanente ao ensino presencial.

 

O streaming também deve surfar na onda da vida digital pós-pandemia. Opções antes inexistentes, como shows ao vivo pela internet com interação nas redes sociais, podem se transformar em alternativa de diversão segura para o espectador e de custo baixo para o produtor.

 

Mais iniciativas de prestação de serviço digital ganharão força ou surgirão no rastro do coronavírus. Algumas já existentes fora do Brasil e ainda não regulamentadas por aqui, como a telemedicina, e diversas outras que serão criadas em razão de novas necessidades vividas no período da pandemia. A vida cada vez mais digital durante e depois da Covid-19 está só começando. Prepare-se você também.